Sobre Videogames e Violência, por Guilherme Schirmer da Costa

Leia o artigo do Guilherme Schirmer da Costa, com novidades sobre tecnologia.

Sobre Videogames e Violência

Em fevereiro de 2019, pesquisadores da universidade de Oxford publicaram um artigo demonstrando que não foi possível atribuir comportamento violento em adolescentes a prática contínua de jogar videogames. A pesquisa foi realizada com jovens entre 14 e 15 anos no Reino Unido. No experimento, um grupo de 1004 participantes de regiões, etnias, gênero e condições financeiras diferentes foram testados com jogos considerados violentos, conforme os sistemas de classificação Europeu (PEGI) e Norte Americano (ESRB). Um grupo de controle, de mesmo número e mesmas características sociais foi mantido para comparação dos resultados. Após meses de avaliações, com testes escritos e entrevistas com pesquisadores. Através do cruzamento de informações, por exemplo, quantas horas o pesquisado jogou os jogos classificados como violentos pelos sistemas de classificação, notou-se que existe pouca ou nenhuma diferença entre outros jovens que não jogaram nenhum jogo no mesmo período. Embora o estudo tenha apresentado informações sobre a falta de provas de que jogos violentos estimulam a violência fora dos jogos, o próprio estudo revela que mais investigações devem ser realizadas no futuro, abordando, por exemplo, os grupos de jogadores. Desde os anos 1990, milhares de pesquisas sobre o tema foram desenvolvidas e os resultados sempre variaram. Existem pesquisas que confirmam que jogos afetam seus jogadores de diversas formas, como por exemplo, no humor, alteram a concentração e trabalham com pontos bem específicos da coordenação motora. Mesmo assim, não é raro observarmos como videogames se tornam um dos culpados por todos os eventos violentos envolvendo jovens, mesmo que seja comprovado que a faixa etária mais comum dos jogadores em geral seja na casa dos 30 anos. É preciso rever alguns conceitos sobre a violência e observar que cada evento é causado por um conjunto de diferentes problemas sociais e psicológicos que pouco tem a ver com jogos.

link da pesquisa: https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsos.171474

Guilherme Schirmer da Costa
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