Taquara começa a receber profissionais para substituir cubanos

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Município recebeu lista de médicos que atuarão através de programa federal.

A Secretaria Municipal de Saúde de Taquara recebeu, do governo federal, a relação com os nomes dos 13 médicos que substituirão os profissionais cubanos que atuavam em Taquara dentro do programa Mais Médicos. Uma das profissionais já se apresentou e deve começar a atuar nos próximos dias e os demais têm até o dia 12 de dezembro para providenciarem a apresentação. O prazo limite para que estejam atuando é o dia 14 de dezembro. As informações foram prestadas pelo secretário municipal de Saúde, Vanderlei Petry, em entrevista nesta quarta-feira (28) ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara.


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Petry esclareceu que, dos 18 médicos integrantes do programa em Taquara, cinco são brasileiros e continuaram os atendimentos. Foi justamente através destes cinco que Petry diz ter sido possível montar um plano alternativo que minimizou os impactos à comunidade. Mesmo assim, a saída repentina dos 13 cubanos causou problemas em postos de bairros e do interior, que ficaram sem atendimento. A expectativa é de que os profissionais brasileiros consigam suprir esta dificuldade.


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Segundo o secretário, os médicos inscritos são de vários estados do Brasil. Eles passarão a receber o salário do programa Mais Médicos, que é de R$ 11 mil, e trabalharão 32 horas por semana. As demais oito horas são dedicadas a estudos, conforme prevê o próprio programa. O secretário diz que estes médicos atenderão nos postos dos bairros e interior e não poderão ser alocados no Posto 24 Horas, pois este é um ponto de urgência e emergência, que não cumpre os requisitos dos Mais Médicos. A Prefeitura ainda paga até R$ 2,5 mil por profissional para ajudar no custeio de deslocamentos, aluguel de moradia e alimentação.

Medicamentos
Petry ainda comentou a respeito de medicamentos na entrevista à Rádio Taquara. Disse que seis itens da Farmácia Básica de Taquara estão em falta, entre os quais fluoxetina, um dos mais procurados, em função de que há dificuldades dos laboratórios na obtenção de matéria prima. Segundo Petry, a prefeitura tem trabalhado para colocar em dia estes medicamentos. Acrescentou que há um déficit significativo no tocante aos medicamentos controlados e distribuídos pelo Estado, mas, neste caso, a prefeitura apenas faz a entrega aos pacientes, sendo o governo gaúcho responsável pela compra.

Sobre o Estado, Petry disse considerou a situação da saúde no Rio Grande do Sul como “à beira do colapso”. Isso por conta dos atrasos de repasses do governo às prefeituras e aos hospitais. Contou que, no caso de Taquara, a dívida do Estado já soma cerca de R$ 3,7 milhões, em verba que é de programas que são executados pela Prefeitura, mas custeados pelo governo estadual. Com isso, a administração municipal tem bancado estes programas, o que dificulta outros investimentos. Além disso, Petry mencionou o significativo atraso de repasses ao Hospital Bom Jesus, que vem comprometendo o funcionamento da casa de saúde. Outro agravante da situação atual é o atraso estadual que provocou a interrupção do atendimento em Canoas. O município da região metropolitana é a referência de Taquara para traumatologia e o fechamento dos hospitais canoenses pode deixar os pacientes taquarenses sem atendimento em casos graves.