Taquara perderá 18 médicos cubanos com o fim do Mais Médicos

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Secretário de Saúde diz que não há como repor imediatamente número de profissionais.

O fim do programa Mais Médicos, com a decisão de Cuba de deixar o programa mantido em parceria como governo brasileiro, impactará em Taquara no atendimento à comunidade. Segundo o secretário municipal de Saúde, Vanderlei Petry, 18 profissionais vinham atuando no município em diversos postos de saúde. Desde que foi anunciado o fim do Mais Médicos, alguns deles já deixaram o serviço e estão aguardando a chegada de passagens para retornar a Cuba. A Prefeitura não terá como repor imediatamente este contingente de médicos.


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Petry falou sobre o assunto em entrevista ao programa Painel 1490, da Rádio Taquara, na manhã desta terça-feira (20). Segundo ele, ainda durante o dia, manteria reuniões com o prefeito Tito Lívio Jaeger Filho a fim de discutir estratégias para solucionar um problema que surgiu repentinamente. O secretário enfatizou que os médicos atuavam alinhados ao programa Estratégia de Saúde da Família, atendendo as comunidades de diversas localidades do município, e foram importantes para suprir a carência de profissionais.

Petry lamentou o cancelamento repentino do programa, a partir do que classificou de erros em declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Segundo Petry, a expectativa é de que o edital lançado pelo governo federal venha a contar com a adesão suficiente para preencher as vagas que ficarão em aberto, embora, em seleções anteriores, não tenha tido o sucesso entre os profissionais brasileiros. Petry pediu a compreensão da comunidade que não há como suprir as vagas de forma tão rápida e, quanto à contratação da totalidade de médicos que se desligam do programa, o secretário afirmou que Taquara não terá condições financeiras para contratar 18 profissionais.


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Impacto em Parobé será menor
A Prefeitura de Parobé informou, nesta terça-feira (20), que conta com quatro médicos cubanos cadastrados no programa Mais Médicos. Atualmente, segundo a administração, três deles não estão mais em atividade no município, enquanto outra irá casar e regularizar a sua situação para continuar atendendo em Parobé. Os profissionais atuavam nos postos de saúde do Morro da Pedra, Santa Cristina do Pinhal e Central.

Segundo a prefeitura, para que as pessoas não fiquem sem atendimento, foram solicitadas 40 horas em atendimento de médicos com o custeio do próprio Executivo, sendo iniciado no momento em que for regularizada a siutação dos profissionais. O município também aguardará o envio de novos médicos brasileiros por meio do programa do governo federal.