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Tesouro na estante, por Plínio Zíngano

Do “Meu cinicário” – Redes sociais, formando grupos de amigos, muitas vezes, criam redes de in-amigos. É como na vida! Mas em computador e celular fica a prova.

TESOURO NA ESTANTE

 Em evento promovido no Facebook, rede da qual sou assinante – no Facebook somos assinantes, não? – a gente lança desafios a determinados amigos. Deve-se publicar, durante sete dias consecutivos, capas de livros que tenham sido importantes para o desafiado. Desnecessário fazer qualquer comentário. Apenas capa, sem qualquer outro objetivo do que formar um conjunto de obras com potencial de ter-se, no final, grande lista! Pois fui desafiado por uma ex-aluna, agora colega na profissão.

            Como sou sujeito de bem poucos ademanes sociais, embora envaidecido por ter sido lembrado, não embarquei logo na disputa. Mas a sugestão ficou martelando em meu cérebro. Principalmente, porque a desafiante foi aluna muito aplicada e querida. Lecionei-a em duas ocasiões bem distintas e em escolas diferentes. Numa, como pupila de Inglês; noutra, de Português. Por isto, então, resolvi dar atenção à minha amiga. Minha postagem não será bem aquela proposta pela brincadeira, mas, respondendo com nova abordagem ao desafio.

            A obra que mais me impactou foi “A ilha do tesouro”, de Robert Louis Stevenson, renomado escritor escocês do século XIX, também autor do importante e famosíssimo “O médico e o monstro”. Assim, professora Tamiris Adélcia (a ex-aluna), agradecendo sua lembrança e bondade ao me convidar para a brincadeira, eis-me aqui. Porém mudei um pouco a regra do jogo. Mostro, apenas, uma.

            Ela representa muito para mim! Está comigo desde 17/12/1957, portanto, há mais de 62 anos. Sei a data exata porque tem dedicatória que sempre me orgulhou. Foi presente da adorada professora Lael Rodrigues Correia, como menção honrosa pelo meu desempenho em Língua Portuguesa e Latim, no fim da 1ª Série do curso ginasial, equivalente ao 6º Ano do Ensino Fundamental de hoje. É isto aí: aos 12 anos estudávamos latim, inglês e francês, além do português. Dona Lael deveria ter ao redor de 25 anos e, se ainda viva, hoje, estará com quase 90. Eu era apaixonado por ela! Já pensaram? Receber um livro de presente com dedicatória da minha amada! Devido a isto continua sendo impactante na minha vida.

            Agora, devo confessar um pecado terrível! Apesar desta importância, jamais completei “A ilha do tesouro”. Comecei a leitura por quatro vezes, mas nunca passei da página 30. Definitivamente, dona Lael não merecia esta falta de atenção. Vou recomeçar outra vez!

Por Plínio Dias Zíngano
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