Titinho: “chamamento público não dá a solução necessária” para o Hospital de Taquara

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Prefeito afirma que procedimento “não inviabiliza que qualquer picareta” assuma a casa de saúde.

O prefeito de Taquara, Tito Lívio Jaeger Filho, se manifestou, na última sexta-feira (21), sobre as questões relacionadas ao Hospital Bom Jesus. Em sua participação no programa Horário Nobre, da Rádio Taquara, o chefe do Executivo disse que está trabalhando junto ao governo do Estado e, também, ao Ministério Público, seja estadual e federal, para uma solução que poderá ser anunciada nos próximos dias. A medida pode passar por uma mudança de estratégia, uma vez que vinha sendo solicitado um chamamento público, ou seja, uma licitação, o que o prefeito disse entender que poderá não dar a solução necessária ao hospital.


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Segundo Tito, a realização de uma concorrência aos moldes do inicialmente estabelecido não inviabiliza “que qualquer picareta” venha a assumir o hospital. Por este motivo, segundo o prefeito, os órgãos estão trabalhando para que, de fato, uma entidade que tenha “expertise, seriedade e know how” assuma o hospital. Tito aventou que, nos próximos dias, novidades poderão ser divulgadas.

O prefeito, mais uma vez, disse que a administração de Taquara é apenas proprietária do prédio do hospital. Acrescentou que quem contrata os serviços de média e alta complexidade da casa de saúde são os governos estadual e federal. Tito lembrou que, atualmente, a Associação Silvio Scopel realiza a gestão do hospital mediante uma intervenção, nomeada pelo Poder Judiciário, em uma ação tocada pelo Ministério Público.


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O prefeito informou que, além de ser proprietária do prédio, a administração de Taquara ainda compra serviços do hospital, como de pediatria, obstetrícia e clínico geral. Para tanto, repassa um valor mensal à casa de saúde. Na quinta-feira passada (20), Tito disse que ocorreu uma reunião, em que a direção do hospital teria admitido pendências em alguns documentos da prestação de contas. O prefeito disse que é preciso fortalecer o hospital, mas também ter a contrapartida de que os serviços sejam garantidos à população. “O problema é fazer com que o dinheiro, uma vez chegando, seja canalizado para o serviço que precisa”, dise o chefe do Executivo.