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TJD condena Passo Fundo e APF ganha acesso à Série Ouro do futsal gaúcho

O Tribunal de Justiça Desportivo (TJD) julgou na tarde desta segunda-feira (6) o caso envolvendo o Passo Fundo Futsal (PFF) e a Associação Parobeense de Futsal (APF). A partida que decidiria a semifinal entre os dois clubes foi encerrada em razão de agressões de seguranças contra os atletas de Parobé, na partida realizada na noite do dia 28, na casa do adversário.


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Por unanimidade, o Tribunal entendeu que o Passo Fundo não ofereceu segurança suficiente para os atletas, o que colocou os jogadores em risco. Também pesou na decisão as imagens dos seguranças agredindo os parobeense. No veredito, o Passo Fundo teve os pontos conquistados na semifinal revertidos para a APF, que sagrou-se campeã. Por tabela, além da vaga na final, contra a Uruguaianense, Parobé também sobe para a Série Ouro do campeonato. A primeira partida que definirá a Prata deve acontecer em Uruguaiana, mas ainda não há data definida pela Federação Gaúcha de Futebol de Salão (FGFS).

Para o diretor da APF, Gilmar Grespan (Chimango), a decisão era o que se esperava do Tribunal. “A sensação é de que a justiça foi feita. Estamos muito otimistas agora para a final”, salientou o dirigente. Também denunciados no julgamento, o jogador William Cunha está suspenso foi três partidas, já o treinador José Francisco da Silva, por uma.


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Relembre o caso:

Uma confusão generalizada no jogo de volta da semifinal do Estadual Série Prata entre a Associação Parobeense de Futsal e o Passo Fundo Futsal, na noite de sábado (28), encerrou a partida sete minutos antes do fim do segundo tempo. Até então, a equipe de Parobé vencia a disputa, em um placar apertado de 1×0.

O diretor da APF, Gilmar Grespan (Chimango), contou que a primeira agitação aconteceu quando o jogador adversário Nuno foi cobrar um escanteio perto do banco onde estavam os reservas e a equipe técnica de Parobé. O atleta teria empurrado os parobeense. O técnico Francisco revidou a provocação, sendo expulso da partida.

O jogo seguiu até os 13 minutos, quando, em um lance de disputa de bola, Marcinho acertou o cotovelo em Nuno. Os jogadores das duas equipes começaram um empurra-empurra. A situação ficou descontrolada com a entrada de seguranças terceirizados que estavam fora da quadra. De acordo com Chimango, os seguranças entraram sem a autorização da arbitragem e começaram os parobeenses com socos e pontapés. O jogador Saraiva sofreu uma queda e cortou o supercílio, necessitando levar oito pontos para estancar o ferimento.

Como o reforço solicitado à Brigada Militar não foi suficiente para dar sequência à disputa, o jogo foi encerrado.