Tudo Azul, por Luiz Haiml

Leia a coluna do mês do professor Luiz Haiml.

O assunto tratado hoje aqui porque gosto de você.

Mas todo assunto que escrevo é porque gosto de você, leitor, leitora. Hoje, porém, a coisa é mais íntima, mais pessoal. Mas Luiz, quantas vezes em tuas colunas já entregastes os sentimentos de teu espírito, os tormentos e delícias de tua alma? O que mais sobre eles queres falar?

Ah, hoje a coisa é mais embaixo. Vamos entrar fundo. É mais física, carnal. É tema voltado mais a certo público, mais especificamente aos que, por alguma razão, evitam cuidar melhor do pinto que tem. Aos que fogem do que é um simples exame médico por causa de teorias que circulam por ai, lendas urbanas de que você vai gostar da coisa, deixar de ser homem caso o faça.

Eu, dos quarenta até aqui, já o fiz três vezes. Gostei? Gostei sim. Sai feliz. Quem não sairia ao saber que sua próstata está ótima. Perdi minha virilidade? Pelo contrário, a pessoa sabendo que está saudável, a vida sexual funciona até melhor. Fiz e, podem ter certeza, de tantos e tantos anos vou continuar fazendo.

Câncer de próstata ataca quando menos se espera. Daí sim, daí quero ver ser macho com os contratempos terríveis que o troço traz, os quais, por sua vez, levam a incômodos piores e mais dolorosos para serem atenuados e que, em muitos casos, por ser tarde demais, são fatídicos.

Vindas de conceitos enraizados, e lamento dizer, toscos, de tradições de hombridade, que nessas eras deveriam estar por terra, pois com saúde não se brinca, tais ideias fazem muitos dos renegados alegarem “serem intocáveis, que nunca serão atingidos por tal mal”, e assim desprezam seus pintos, seus corpos, suas vidas.

Eu, porém, vos digo, que bom que existe tal exame, pois o de sangue, é sabido, não é suficiente; que bom que há médicos que o realizam, que nos orientam e que nos socorram caso um dia for preciso.

Gente, ninguém fica pensando em prazer naquele momento. Garanto. É tudo muito rápido, o doutor nem dá beijinho depois. É puro exame médico. Tem que encarar sem tensão, sem frescura.

Certos cuidados também auxiliam na prevenção: muita verdura, inclusive algumas mais específicas, menos carne vermelha, menos cigarro e bebidas alcoólicas, um exerciciozinho de vez em quando.

Para garantir uma vida, um futuro, uma velhice mais saudável, de vez em quando é precisa ser macho.

Por Luiz Haiml
Professor, de Taquara
[Leia todas as colunas]