Uma epopéia taquarense II, por Rui Fischer

Caixa Postal 59

Uma epopéia taquarense II

Há algum tempo atrás, publiquei neste prestigiado e democrático espaço uma crônica com o título de “Uma Epopeia Taquarense”, na qual, ao finalizar, prometi de contar uma historinha que aconteceu comigo após o jogo citado. Mas, antes, quero fazer menção a, pelo menos três pessoas que esqueci de mencionar naquele texto. É que, gostaria de citar os presidentes daquela época de ouro do nosso Taquarense (1958/1961), senhores Otto Lamb, Calixto Eulálio Letti e Celso Pedro Adams, este último, também como atleta do clube no final dos anos 1950.

Bem, então vamos ao assunto (histórinha) que prometi: eu e o grande amigo (inclusive de infância) Leko Fröhlich fomos a esse jogo juntos (porque éramos…aquilo, e as calças), depois de me despedir dele, tomei o rumo de minha casa que ficava nos altos da Guilherme Lahm, via Marechal Floriano e, ao chegar na esquina da Sebastião Amoretti, onde ficava a revenda Auto Encosta da Serra, surpresa: na sarjeta uma nota de 50 cruzeiros (moeda da época como os mais velhos devem lembrar, a cédula era roxa, com a esfige da Princesa Isabel). Quando tinha por volta de 8/9 anos, morei na Marechal Floriano, onde tínhamos um bar ao lado da CEEE e éramos quase vizinhos da família de Nestor e Elcita Wilhelms e seus filhos Albano Neto, Beatriz, a saudosa Anamaria (ex-esposa do Paulinho Sabiá), o saudoso José Luís (Zé Wilhelms), Maria Isabel (surda-muda) e o Nestorzinho; quer dizer, éramos, além de vizinhos, também amigos – os filhos do casal e também o Leko, mais o Gilberto (Gil) Jacobus (colega de aula do Rodolpho e também morador das redondezas-.

Costumávamos nos reunir nas noites de verão, em frente da casa do seu Nestor, toda a “cambada” a brincar, brincar sim, eis que éramos pré-adolescentes na época, portanto, nada de anormal. Nas noites que se seguiram ao “meu achado”, foi uma festança emendada, noite após noite, só para os amigos terem uma ideia, o picolé custava um cruzeiro e o sorvete, dois; imagina a festa: se os meus pais, “mãos fechadas” que eram, imaginassem que eu torrei 50 cruzeiros em 2/3 noites de picolés e sorvetes com os meus amigos, era dois dias de surra (rs), mas também, como resistir, um guri de 11 anos com essa grana toda (na época era bastante), e os sorvetes e picolés da Dona Leda pedindo para serem deleitados, imagina?!

Outro fato interessante e que nos mostra o quanto o mundo dá voltas: o casal Nestor e Elcita eram compadres daqueles que viriam, anos depois a serem meus sogros, Darcy Coimbra e Druly Juliana da Silva Coimbra. Os afilhados: Beatriz, dos meus sogros, e Luíza (minha cunhada), dos Wilhelms. Ah, outra, dona Leda e seu marido, Mário Faedrich (ex-colega “INSS” do meu saudoso cunhado e compadre, Kiko), também viraram compadres. É, ou não é, pequeno esse mundo? Interessante. Não?!

Por Rui Fischer
Aposentado, de Taquara

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