Uma nova cultura “previdencial” para o brasileiro, por Maurício Souza Rosa

Leia artigo do presidente do Democratas de Taquara sobre a Reforma da Previdência.
Maurício Souza Rosa, presidente do DEM Taquara

O brasileiro passou a conviver com algumas preocupações que até outrora não existiam. No topo destas preocupações encontra-se a discussão sobre a Reforma da Previdência.

Se na década de 20, quando foi criada a primeira Caixa de Aposentadoria e Pensões no Brasil, as pessoas que chegavam aos 55 anos eram na sua grande maioria desprovidas de boa condição de saúde, hoje essa realidade já mudou bastante. Ainda que existam nichos em que a população se mantém com baixa qualidade de vida, é inegável que a expectativa de vida aumentou em praticamente todas as regiões do Brasil.

Hoje indivíduos com 55 anos estão gozando de plena saúde e boas condições para trabalhar e desenvolver plenamente suas faculdades mentais, especialmente porque os trabalhos urbanos estão recheados de recursos tecnológicos e não mais exigem esforço físico como os trabalhos laborais exigiam em décadas passadas.

Acontece, no entanto, que o brasileiro continua sem investir na cultura de poupar e/ou de se educar para construir uma previdência complementar para quando chegar o avançar da idade e o vigor físico não for o mesmo da juventude.

Com a diminuição da taxa de natalidade no Brasil e o envelhecimento da população, nossa Previdência, que possui um sistema solidário de financiamento onde aqueles que estão no efetivo exercício de seus trabalhos contribuem para pagar a aposentadoria daqueles que já estão aposentados, tem apresentado ano após ano um déficit entre as receitas e as despesas.

Num ato absolutamente desprovido de populismo, o atual Governo Federal mandou para o Congresso Nacional um projeto de Lei que instituirá a Nova Previdência, com regras que geram um equilíbrio entre as arrecadações e as despesas e estabelece um calendário diferenciado quanto à aposentadoria, bem como estabelece tetos e regras para os pensionistas de um modo geral, além de separar o que é Previdência do que é Assistência Social.

Muita controvérsia tem se gerado em torno desta discussão, especialmente por parte da classe política, que terá, dentre todos os setores os maiores impactos, com a fixação do teto de aposentadoria para políticos ficando no mesmo patamar que o teto salarial do trabalhador de qualquer setor privado.

O atual sistema gera alguns gargalos e beneficia uma minoria em detrimento de uma maioria trabalhadora. Por isso urge a necessidade de uma reforma previdenciária que possa servir de alento para a administração pública, não só para os próximos 4 ou 5 anos, mas para as gerações vindouras.

Além de aprovar a Nova Previdência outro importante desafio que teremos pela frente é de criar uma cultura de poupar e “previdenciar”.

Por Maurício Souza Rosa
Presidente do Democratas de Taquara


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