Vereadora Marlene acusa Fifi de ameaça; tucano nega

Vereadores de Taquara trocaram acusações nos últimos dias.
Marlene Haag e Luis Felipe Luz Lehnen envolveram-se em polêmica na Câmara de Taquara. Reprodução / Youtube

A vereadora de Taquara Marlene Haag (PTB) acusou, nesta segunda-feira (4), seu colega Luis Felipe Luz Lehnen, o Fifi (PSDB), de ameaça e agressão verbal. Isso teria ocorrido após a sessão da semana passada do Legislativo, na saída da Câmara. Em entrevista ao Panorama, Marlene, no entanto, disse que não pretende levar adiante o ocorrido. Lehnen nega as acusações.


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Segundo Marlene revelou em seu pronunciamento na Câmara, nesta semana, Fifi teria a ameçado e a chamado “de tudo quanto é desaforo” na saída do Legislativo. Disse que o colega não respeitou uma mulher e que, se não fosse a atuação dos vereadores Telmo Vieira (PTB) e Guido Mário Prass Filho (PP), não sabe o que poderia ter acontecido. “O vereador Fifi tem a mania de pensar que é dono do mundo, que pode mandar em todos. Não é assim vereador, tenho direito de vir à tribuna. Fui atacada aqui na frente, fui humilhada, desaforada, é muito grave o que o senhor fez. Jamais pensei que um homem fosse fazer isso”, disse Marlene, acrescentando ter testemunhas de que foi “atacada covardemente” dentro da Câmara.

Em entrevista ao Panorama, a vereadora contou que fez o seu pronunciamento na tribuna, em que abordou o veto do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho ao projeto de Fifi sobre a divulgação da escala de médicos. Marlene sustenta que, ao longo do seu trabalho na área de saúde, percebeu que este projeto não é viável de aplicação. “Quando eu tava saindo, o vereador Fifi e um apoiador vieram me questionar que eu seria ‘puxa saco’. Pedi licença, pois não queria discutir, mas eles perguntaram se eu tinha consciência do que podia acontecer”, disse a vereadora, que reconheceu também ter “desaforado” eles.


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Marlene chegou a afirmar que Fifi e o seu apoiador teriam gritado com ela, e “colocado o dedo no seu nariz”. “Foi uma coisa muito chata, em me senti numa situação que eu nunca imaginei. O vereador Telmo e o Guido vieram me defender. O Telmo colocou o braço em cima. Eles estavam me intimidando, não sei qual era o interesse deles”, disse Marlene, afirmando que não tem interesse em levar o assunto adiante. “Respeito todas as pessoas, pois gosto de ser respeitada. Mas, tentaram me intimidar e eu nunca vi isso, foi uma situação chata”, acrescentou.

O que diz Fifi

O vereador Fifi divulgou, ao Jornal Panorama, uma manifestação por escrito a respeito, em que diz que Marlene surpreendeu a todos com o que chama de falsa acusação de que teria sido atacada por ele. “Naquela data de 28 [de outubro], quando saímos do plenário em meio a outros vereadores e pessoas da comunidade, questionou o que a vereadora declarou na palavra de expediente, pois falou inverdades. Em nenhum momento houve tom de ameaça e qualquer tipo de possibilidade de agressão. O que precisa ficar muito claro é que apenas conversamos. Não toquei nela e muito menos a ameacei. Aliás, todas, absolutamente todas as mulheres que me conhecem sabem o respeito pelo qual as trato”, afirmou.

Segundo Lehnen, “ser vereador é representar a sociedade e discutir posicionamentos. Isso é o que fiz, aliás, isso é o que tenho feito e que continuarei fazendo, inclusive sendo ameaçado por falar verdades nas minhas redes sociais, desmascarando a conduta contra transparência que os vereadores da situação têm demonstrado. Essa atitude desesperada dos vereadores da situação, por intermédio da vereadora Marlene, demonstra que estou no caminho certo, apontando as irrefutáveis irregularidades que a comunidade taquarense está esgotada de presenciar e que têm permanecido impunes pelo adesismo de nossa casa legislativa”.

Lehnen prossegue com sua manifestação: “Dessa forma, tentam a todo instante me desestabilizar. Se não dá de um jeito, tentam de outro. Lamentável tudo isso. Agora, a vereadora Marlene passou dos limites. A Câmara não é palco de teatro/de novela. A Câmara deve ser um espaço sério, uma arena de debates técnicos e que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Sempre tive respeito com meus pares vereadores, entretanto sinto que o mesmo não ocorre deles para comigo. Eu tenho uma história em Taquara, um nome, uma família a zelar. Desde o início dessa legislatura sou atacado pelos vereadores submissos ao Poder Executivo, sabe-se lá por qual razão, transformando essa casa de órgão independente em um departamento do Executivo. Alguns, em muitos momentos, pessoalizam debates, enquanto eu apresento argumentos técnicos que, de fato, podem mudar a vida das pessoas. Mas eles preferem fugir das discussões das pautas e desviar os assuntos, mudar o foco. Seguirei firme e rígido o meu trabalho, pautando tecnicamente todos os assuntos e defendendo a independência da Câmara de Vereadores e de meu cargo. Não são ameaças veladas que me calarão ou me intimidarão. Não faço política por profissão e/ou por poder. Faço política por dom, por acreditar que por ela conseguiremos, um dia, trazer as mudanças e transformações que finalmente trarão a diferença para Taquara”.