Vereadores rebatem administração de Três Coroas e classificam projeto de financiamento como “eleitoreiro”

Prefeitura divulgou, na quarta-feira (11), uma crítica ao Legislativo por, supostamente, inviabilizar a realização de obras.

A Câmara de Vereadores de Três Coroas divulgou uma nota de esclarecimento em que os vereadores de oposição à atual administação municipal explicam a rejeição do projeto de lei para financiamento de R$ 8 milhões. Na quarta-feira (11), a Prefeitura distribuiu nota à imprensa criticando o Legislativo e afirmando que a medida impacta na realização de obras de pavimentação e de reforma de uma ponte no município. Os vereadores apontam inconsistência no projeto do Executivo como fatores para a rejeição do projeto.


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Primeiro, questionam que o prefeito Orlando Teixeira (PSD) divulgou reclamação sobre o momento ser de união entre Executivo e Legislativo. Os vereadores afirmam que não foram convidados para participação da reunião promovida pela administração para esclarecer os pontos do projeto. Dizem que o Legislativo foi excluído do encontro ocorrido em 13 de agosto e que contou com diversas outras autoridades.


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Os parlamentares contrários ao projeto afirmam que votaram contra por entenderem que o projeto foi eleitoreiro, pois o prefeito buscou a aprovação apenas no último ano do mandato. Dizem que, na proposta original, não foram apresentados os projetos técnicos das obras de melhorias que seriam desenvolvidas; não foi apresentado prazo de carência para o pagamento do empréstimo. Os vereadores dizem que endividar o município não é a solução. Afirmam que o valor a ser pago em juros no primeiro ano de contratação ultrapassa o montante que o prefeito alega ter sido deixado em dívidas pela gestão passada.

Acrescentam que a Câmara economizou, ao longo dos últimos anos, cerca de R$ 7 milhões e que, nos quatro anos de mandato, o montante chegará a R$ 10 milhões. Dizem que existem outras formas de buscar recursos, como em projetos junto ao governo federal. Afirmam, ainda, que em 9 de outubro de 2017 foi aprovado projeto autorizando a Prefeitura a contratar empréstimo junto ao Banco do Brasil, de R$ 1 milhão. “Deixando claro que não é, e jamais será contra o desenvolvimento do município, apenas preza pelo bem estar da população que ficará a mercê de uma conta a ser paga no valor de R$ 8 milhões. A maioria foi contra pois a atual administração, neste ano de 2019, perdeu para os cofres públicos um valor de aproximadamente R$ 500 mil que seriam investidos em prol da comunidade, realizando obra de duplicação de parte da avenida João Corrêa. Até hoje a Câmara não recebeu explicações reais que justificassem esta perda, por quê?”, questionou o Legislativo.

A Câmara acrescenta que, através de informações requeridas à Caixa Econômica Federal, a verba foi perdida devido à falta de entrega de documentação por parte da Prefeitura. “A Câmara ainda fica muito preocupada com as contas que serão deixadas para as próximas gestões pagarem, como por exemplo, as câmeras de monitoramento. Que só serão totalmente quitadas em junho de 2023, totalizando o valor de mais de R$ 828 mil a serem pagos pela próxima gestão”, completa o texto.