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Publicado em 15/03/2017 às 22:03
Colunista fala sobre o fim da crise econômica em aula inaugural da Fatec
Jornalista esteve presente em evento de faculdade igrejinhense
Divulgação/Elisete Paz
Marta Sfredo falou ao público igrejinhense sobre vários aspectos ligados à atual crise econômica brasileira.

Com o tema “Será que a crise termina em 2017?”, a jornalista Marta Sfredo, colunista da área de Economia do Jornal Zero Hora e da Rádio Gaúcha, esteve palestrando na Aula Inaugural da FATEC Dental CEEO, na última segunda-feira, 13. Marta iniciou sua fala trazendo um pouco da sua trajetória pessoa e profissional - o gosto pela leitura e pelos números, que diz ter herdado de seu pai; a formação, pela UFRGS, nas três habilitações da área da comunicação – Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda -, e os veículos de comunicação nos quais já atuou profissionalmente, ou seja, rádios e jornais, entre eles o Correio do Povo e, atualmente, Zero Hora e Rádio Gaúcha. Há 22 anos trabalha escrevendo e pesquisando sobre a área de Economia, mais especificamente.

 


“Sou curiosa, gosto de aprender e acredito que todo o aprendizado é válido”, comenta a jornalista explicando que não gostava de “não entender as coisas”, por isso estudou vários assuntos, de segmentos diversos, ao longo de sua carreira. Marta, com isso, ressalta a importância de estudar, deixando uma mensagem, principalmente aos alunos da Fatec, presentes no evento: “Aprender é uma diversão, aplicar e compartilhar conhecimento é muito importante”, destaca, argumentando que “a gente aprende com tudo o que acontece, inclusive com as crises. Quanto mais a gente aprende, mais a gente descobre o que ainda tem a aprender, e mais a gente cresce”.

A crise vai, mesmo, terminar em 2017?

Sobre previsões para o término da crise econômica, a qual o país tem atravessado nos últimos anos, a editora de economia fala que tem sido mais cautelosa ao afirmar sobre uma possível melhora nesse ano. Ela diz que o pode comentar é o que tem lido e conversado com empresários, economistas e sindicalistas, e que a maioria de seus interlocutores acredita, sim, que a crise pode acabar em 2017 - e alguns, mais otimistas, até afirmam que seja antes do 2º semestre, uma vez que, segundo eles, o 1º trimestre desse ano já tenha sido positivo.Marta afirma que essa crise tem sido uma das maiores (se não a maior) da história de nosso país, devido à grande queda do PIB – Produto Interno Bruto.  “Em 2014, já se esperava uma crise para o ano seguinte, só que a preocupação era de a economia não crescer, mas jamais se esperava que caísse dessa forma tão violenta. Foi um período sombrio e desesperador”, lamenta a profissional, explicando que, quando a economia cai, esperasse que a inflação também caia, porém, segundo ela,  não foi o que aconteceu no último ano. Conforme os economistas e profissionais da área, a economia desceu 3,5% e a inflação cresceu 10%. “Isso nunca havia acontecido antes, no histórico econômico do Brasil. 2016 foi um ano maluco!”, enfatiza a palestrante. A “boa notícia”, segundo Marta, é que no início desse ano, 2017, a inflação já diminuiu um pouco.

Saída da crise - muitos fatores combinados

Para Marta, a saída da crise é resultado de uma série de fatores: política, economia e até mesmo do humor das pessoas, uma vez que existe a “demanda reprimida”, que influencia na economia. “Falta emprego, falta dinheiro e falta o consumidor acreditar que pode gastar, que pode investir. Está todo mundo cauteloso”, explica a jornalista.

Criminalidade e Inadimplência

Marta atribui também à crise o aumento da criminalidade (assunto levantado por alguém da plateia) nas grandes cidades, entre vários fatores, dentro de um contexto que envolve política, segurança, governo e incentivos, entre outros. “Essas coisas estão conectadas. A crise não é a única responsável pela criminalidade, é claro que isso também implica uma questão de caráter, mas é certo que tem um grande peso”, argumenta.Ela também aponta a inadimplência (outro tema questionado pelo público) como a principal característica dessa crise, uma vez que, segundo ela, havia um conjunto de incentivos para que as pessoas se endividassem. “Empresários investiram mais do que podiam, fizeram financiamentos, empréstimos, e esse foi o problema”, explica, sintetizando que “a inadimplência é uma estatística ondulante e está travando a saída dessa crise”.

Existe uma herança positiva da crise?

Marta finaliza afirmando que a revalorização do empreendedorismo talvez seja a principal herança dessa crise. Ela menciona a conexão existente hoje com o “fazer o que se gosta”, com aprendizado e conhecimento, e elogia, principalmente os jovens de hoje, que são os que mais estão conseguindo encontrar nichos e segmentos diferente no mercado de trabalho, os quais, mesmo em meio à crise, se destacaram e mantém um crescimento.

Sobre a escolha do tema para a Aula Inaugural desse semestre, o diretor da IES – Instituição de Ensino Superior, Duarte Matzenbacher, explica que o objetivo foi “auxiliar, não só aos nossos alunos, como também à comunidade em geral, a fundamentação e o entendimento da crise financeira que assola o país, sendo que se torna fundamental fazer diferentes leituras desta evolução dos acontecimentos para apreciação do cenário econômico e político”.

  

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