‘CPI do Cofre’: MDB de Parobé cobra celeridade em depoimento de ex-prefeitos e diz estranhar cancelamentos

O MDB de Parobé divulgou, nesta quinta-feira (2) uma nota pública se manifestando sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga suposta falta de recursos no cofre da administração municipal, denominada ‘CPI do Cofre’. No texto, o partido cobra a realização de oitiva dos ex-prefeitos de Parobé para colaborar no esclarecimento do tema. O suposto sumiço de quase R$ 600 mil no cofre da Prefeitura foi mencionado pelo atual prefeito, Diego Picucha (PDT), no momento em que divulgou uma auditoria no Executivo.


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O texto da nota do MDB é assinado pelo presidente da Comissão Executiva da sigla, Valdenir Martins, e o ex-prefeito Irton Feller. Dizem que, na divulgação da auditoria, Picucha insinuou, “entre outras coisas, terem os ex-mandatários, de forma genérica, dado causa ao desparecimento ou ao sumiço de um valor aproximadamente de R$ 600 mil do caixa ou do cofre da prefeitura”. Martins e Feller afirmam que, imediatamente, o MDB tomou a iniciativa de solicitar que a sua bancada no Legislativo propusesse uma CPI para que os fatos e responsabilidades fossem imediatamente apurados.


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Na nota, o partido afirma que, em 15 de maio, foi proposta e aprovada a CPI, constituída pelos vereadores Gilberto Gomes Júnior (Republicanos), na condição de presidente; Enéas Rodrigues (PSB), na condição de relator; e Celso Abreu (PL), como terceiro integrante. “Em que pese ter circulado em diversos meios de comunicação, mormente nas redes sociais, inclusive no site oficial da Câmara de Vereadores, determinado data e hora para oitiva de três ex-prefeitos, solenidade que deveria ter ocorrido há mais de 15 dias, estranhamente vem sendo transferida [de] forma aparentemente injustificada”, diz o partido.

O MDB diz, na nota, tornar público o manifesto desejo e disposição de que os ex-prefeitos façam seus depoimentos para a CPI. “Toda a demora e eventual procrastinação, deixamos claro, não é ocasionada pelos depoentes, muito pelo contrário, é perfeitamente justo que a façam com a celeridade que o fato requer”, diz o partido. O documento foi protocolado junto à Câmara de Vereadores pelo MDB.

Entenda o caso

O suposto “sumiço” de quase R$ 600 mil dos cofres da Prefeitura foi divulgado pela atual administração de Parobé, no começo de maio, quando o prefeito Diego Picucha apresentou uma auditoria realizada no Executivo. Na ocasião, informou que o levantamento não encontrou no cofre da Prefeitura valores estavam mencionados no balancete. Disse que registrou uma ocorrência para que o caso fosse apurado, bem como determinou a abertura de sindicâncias.

A administração anterior de Parobé afirma que também possui interesse em esclarecer o caso. A ex-prefeita interina, Maria Eliane Nunes, sustentou, em entrevista ao Jornal Panorama, que o que ocorreu foram compensações bancárias que não teriam sido realizadas. Também criticou a forma como o prefeito Picucha divulgou o assunto.

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